Em vídeo publicado nas redes sociais, os vereadores Fred Sanção (PL) e Zé do Bode (União Brasil) fazem duras críticas a um possível decreto ou projeto que estaria sendo articulado pela gestão do prefeito Aurélio Goiano (Avante). Segundo os parlamentares, a medida representaria um forte impacto financeiro tanto para a população quanto para o funcionalismo público municipal.
De acordo com o discurso de Fred Sanção, o prefeito pretende:
- Aumentar em 33% (um terço a mais) a Taxa de Iluminação Pública (CIP/COSIP), que os moradores já consideram cara;
- Criar cobrança de 40% do valor da conta de água para a coleta de lixo domiciliar, serviço que atualmente não é tarifado diretamente dessa forma para a maioria dos usuários;
- Cortar em 50% os benefícios e gratificações de servidores das áreas de saúde, educação, segurança pública, urbanismo, agricultura, esporte e demais secretarias.
“Isso é um absurdo”, afirma o vereador, classificando a iniciativa como uma “verdadeira tramotina forte e rápida” contra servidores e sociedade. Os vereadores se posicionam contrariamente e alertam que o texto pode chegar à Câmara “nas últimas horas” ou “últimos dias”.
A suposta medida reforça a percepção de que a administração Aurélio Goiano adota uma postura contraditória: elegeu-se com discurso de defesa do servidor e da população, mas, uma vez no poder, estaria preparando um pacote de ajustes que penaliza justamente quem mais precisa. Aumentar a conta de luz via iluminação pública e criar uma “taxa do lixo” são medidas impopulares que podem agravar o custo de vida em Parauapebas, município que já convive com desafios de infraestrutura, coleta de resíduos e serviços públicos.
O corte de 50% em benefícios de servidores da saúde, educação e segurança soa ainda mais grave: representa desvalorização de quem atua na linha de frente, especialmente após promessas de valorização.
Os vereadores Zé do Bode e Fred Sanção cumprem papel fundamental de fiscalização. A população de Parauapebas merece transparência: se o decreto existe, que seja debatido abertamente na Câmara, com audiência pública e justificativas claras de impacto orçamentário. Medidas que pesam no bolso do contribuinte e retiram direitos de servidores não podem ser aprovadas “na calada da noite”.
Parauapebas acompanha atentamente. O que era vendido como “reconstrução” corre o risco de se tornar “reconstrução às custas do povo”. A Câmara tem o dever de barrar qualquer abuso. O tempo dirá se o prefeito recuará ou insistirá em uma agenda que parece priorizar ajuste fiscal sobre o bem-estar da cidade.



