Veja quem são os deputados e senadores do Pará que não assinaram a CPMI do Banco Master

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Em meio ao escândalo que abala as estruturas do sistema financeiro brasileiro, envolvendo suspeitas de fraudes e irregularidades no Banco Master, a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu protocolar, nesta terça-feira (3), um pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com impressionantes 280 assinaturas – bem acima do mínimo exigido de 198 parlamentares. No entanto, uma análise detalhada das listas de adesão expõe uma omissão gritante por parte de vários deputados e senadores do Pará, que optaram pelo silêncio conveniente, ignorando o clamor popular por transparência e justiça.

O requerimento, liderado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), visa investigar alegações graves de corrupção e manipulação no Banco Master, incluindo possíveis ligações com figuras do Judiciário e do Executivo federal. Enquanto parlamentares de diversos estados se uniram à causa, superando divisões partidárias para exigir transparência, os representantes paraenses que se recusaram a assinar pintam um quadro de lealdade questionável ao Planalto, em detrimento dos interesses de seus eleitores.

Essa postura não só frustra a população do Pará, já castigada por desigualdades econômicas, mas também levanta suspeitas sobre o que esses políticos podem estar escondendo – ou protegendo.

Entre os senadores do estado, Beto Faro (PT-PA) e Jader Barbalho (MDB-PA) destacam-se pela ausência flagrante. Faro, alinhado diretamente ao PT de Lula, parece priorizar a blindagem partidária em vez da fiscalização necessária sobre um caso que pode envolver desvios milionários.

Já Barbalho, veterano da política paraense e figura influente no MDB, ignora sua responsabilidade como representante do Norte, optando por não se posicionar contra um esquema que afeta diretamente a credibilidade das instituições financeiras. Em contraste, Zequinha Marinho (Podemos-PA) assinou o pedido, demonstrando compromisso com a investigação.

No rol dos deputados federais, a lista de ausentes é ainda mais alarmante, revelando uma rede de omissões que cheira a conivência. Airton Faleiro (PT-PA), Andreia Siqueira (MDB-PA), Antônio Doido (MDB-PA), Celso Sabino (União-PA), Dilvanda Faro (PT-PA), Dra. Alessandra Haber (MDB-PA), Elcione Barbalho (MDB-PA), Henderson Pinto (MDB-PA), José Priante (MDB-PA) e Renilce Nicodemos (MDB-PA) todos viraram as costas para a CPMI.

Muitos desses nomes estão ligados ao MDB ou ao PT, partidos que historicamente orbitam o poder central em Brasília. Celso Sabino, por exemplo, ex-ministro do Turismo no governo Lula mas agora alinhado ao centrão, prefere o conforto do status quo a uma investigação que poderia expor podres no sistema bancário. Elcione Barbalho, esposa de Jader, reforça o clã familiar que parece mais interessado em preservar alianças políticas do que em combater corrupção.

Em um estado como o Pará, onde a mineração e a agropecuária dependem de um sistema financeiro íntegro, esses parlamentares traem a confiança de municípios como Parauapebas, epicentro da extração mineral. Críticos apontam que tal omissão pode ser motivada por pressões do governo Lula, que tem interesse em abafar o escândalo para evitar desgastes maiores. “O que o governo quer esconder? Por que não querem a investigação?”, questionou Jordy em postagens recentes, ecoando o sentimento de indignação popular.

Enquanto a CPMI avança para instalação, com apoio recorde de 236 deputados e 42 senadores, os ausentes do Pará enfrentam crescentes cobranças nas redes e nas ruas. Eleitores exigem explicações: por que priorizar lealdades partidárias em vez da verdade? Essa inércia não só enfraquece a representação paraense no Congresso, mas também perpetua um ciclo de impunidade que o Brasil não pode mais tolerar. A população do Pará merece representantes que lutem por ela, não que se escondam atrás de desculpas esfarrapadas. O tempo de accountability chegou – e quem não assinou já está no lado errado da história. 

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