Secretaria que Aurélio Goiano disse ter acabado já consumiu mais de R$ 16,6 milhões em 2026; R$ 338 mil  só em aluguel de carros

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Em entrevista concedida na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, à Rádio Correio, TV Correio e RBATV, o prefeito Aurélio Goiano anunciou com pompa o fim da Secretaria Especial de Governo (SEGOV), cumprindo supostamente uma promessa de campanha. “Nós extinguimos a Segov, Segovia não vai mais existir no município”, declarou o gestor, exonerando inclusive a própria irmã, Natália Oliveira, que ocupava o cargo. A população respirou aliviada: finalmente o fim de uma pasta criticada por gastos excessivos e pouca entrega à cidade. 

Seis meses depois, a realidade revelada pelo Portal da Transparência da Prefeitura mostra um quadro bem diferente. Entre 1º de janeiro e 25 de junho de 2026, a SEGOV acumula R$ 16.670.020,73 em empenhos realizados. Milhões torrados em diárias, passagens aéreas, suprimentos de fundo, contratos de tecnologia, material de consumo, rescisões, aluguel de veículos e muito mais – tudo sob a mesma estrutura que o prefeito jurou ter enterrado. 

Aluguel de veículos: luxo para quem?

Só com a TCAR LOCAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA (CNPJ 14.311.143/0001-29), a SEGOV empenhou R$ 338.806,34 em 2026. Os pagamentos mensais giram em torno de R$ 37 mil a R$ 52 mil por mês (janeiro a maio), via “carona” no contrato A.2024-002PMP, com aditivos sucessivos. Enquanto o prefeito reclama que a cidade “está quebrada” e cobra mais sacrifícios da população, sua administração mantém uma secretaria “extinta” alugando frota particular para rodar pela cidade. 

Veja completo no portal de transparência aqui

Tudo isso enquanto ruas seguem esburacadas (como o próprio usuário sabe bem), saúde e educação patinam, e a população amarga a falta de serviços básicos.

Caráter e repetição da mentira

Aurélio Goiano fez da SEGOV um símbolo de combate ao desperdício na campanha. Anunciou seu fim logo no início do mandato como prova de austeridade. Meses depois, os números provam que a pasta continua operando a pleno vapor, consumindo recursos públicos como se nada tivesse mudado. A exoneração da irmã foi mera encenação? A “extinção” foi apenas no papel, enquanto os empenhos continuam fluindo?

Essa contradição expõe o caráter da gestão: promessas de campanha que viram fumaça quando o poder chega. Dizer à população que a cidade está sem dinheiro, enquanto se mantém estruturas inchadas e gastos questionáveis, é desrespeito puro com o contribuinte de Parauapebas.

Até quando, prefeito? Quantos milhões ainda serão torrados em secretarias “extintas”, aluguéis de carros e viagens, antes que a prioridade volte a ser o asfalto, a saúde e a educação da nossa Parauapebas?

A transparência está aí. Os números não mentem. O povo, mais uma vez, paga a conta.

FONTE:

Veja completo no portal de transparência aqui

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