Valdir Lemes torra mais de R$ 2,3 milhões em “manutenções” de pontes que viraram armadilhas mortais para crianças e agricultores

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Em um misto de descaso e incompetência, a administração do prefeito Valdir Lemes (PSD) continua a jogar milhões de reais em “reformas” de pontes que, na prática, permanecem como armadilhas mortais para moradores, estudantes e trabalhadores rurais. Apesar de mais de R$ 2,3 milhões desembolsados só em 2025 para construção e manutenção dessas estruturas, vídeos chocantes divulgados nas redes sociais revelam o horror cotidiano: pontes podres, improvisadas e à beira do colapso, forçando alunos a arriscarem a vida a pé enquanto a máquina pública finge eficiência.

A tragédia parece inevitável em Novo Repartimento, onde as pontes da zona rural – vitais para o escoamento de produção agrícola e o acesso a escolas – viraram sinônimo de negligência. Um vídeo recente, compartilhado por uma aluna da rede municipal, mostra o desespero de uma turma inteira descendo de um ônibus escolar para atravessar a pé uma ponte na Vicinal 220, a 14 km da comunidade de Maracajá. “Todo mundo teve que sair por medo de a ponte cair com a gente dentro”, relata a jovem em depoimento gravado, enquanto a câmera captura tábuas apodrecidas, vãos abertos e madeiras quebradas que balançam perigosamente sob o peso do veículo. Para quem depende de motos – como a maioria dos agricultores locais –, o risco é ainda maior: um tombo nessas falhas pode significar a morte ou sequelas permanentes. “É uma roleta-russa diária”, desabafam moradores em comentários nas redes.

Não para por aí. Outro vídeo, filmado da parte inferior da mesma estrutura, expõe o absurdo dos “conserto”: cabos amarrados de forma precária, remendos improvisados com arames enferrujados e suportes que parecem saídos de um improviso de favela, não de uma obra pública. “Isso é o que chamam de manutenção? Parece que amarraram com barbante para durar até a eleição”, ironiza um usuário no Instagram, ecoando o coro de indignação que se alastra pela comunidade. Esses registros, que viralizaram em grupos locais de WhatsApp.

Os números da transparência municipal são um tapa na cara da população. De janeiro a outubro de 2025, a Prefeitura de Novo Repartimento destinou exatos R$ 2.314.162,54 a contratos para “construção e manutenção de pontes”, grande parte deles repetidos com a mesma empresa de sempre, sem licitações transparentes.  Isso sem contar os R$ 7,8 milhões articulados pelo prefeito junto ao governo estadual para reconstruir dez pontes de madeira e erguer três de concreto – verbas anunciadas com pompa em setembro, mas que, até agora, resultam em mais fotos para redes sociais do que em estruturas seguras.  “Gastam fortunas em serviços de baixa qualidade, colocando a vida das pessoas em risco. É um ciclo vicioso de promessas vazias”, critica o líder comunitário.

A gestão Lemes, reeleita em 2024 com discurso de “desenvolvimento rural”, revela-se um fiasco em infraestrutura básica. Enquanto o prefeito posa em ordens de serviço para novas obras – como a ponte interligando Tuerê ao Gelado, orçada em valores astronômicos –, as pontes existentes desmoronam sob o peso da própria ineficiência. Moradores relatam que, após as “reformas”, as estruturas pioram: madeiras inchadas pelas chuvas amazônicas, sem tratamento adequado, e fundações instáveis que ameaçam ceder a qualquer momento. “Meu filho vai pra escola de moto todo dia. Se cair, quem responde? O Valdir, que viaja gastando R$ 461 mil em diárias enquanto isso aqui é um caos?”, questiona uma mãe de um aluno afetado.

Resta saber se Lemes, mais uma vez, optará por fotos em inaugurais ou por ações reais. A população, ela, não aguenta mais esperar – ou arriscar o pescoço.

A população não aceita mais fotos bonitas e promessas vazias. Quer pontes seguras, não remendos de 30 dias que colocam vidas em risco. Até quando, prefeito Valdir Lemes?

Veja o vídeo:

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