Prefeita Josemira Gadelha e o presidente da Câmara, Flávio Gomes, pagam mais de R$ 9 milhões a postos ligados à organização criminosa

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Enquanto a população de Canaã dos Carajás enfrenta filas intermináveis por serviços públicos, a Prefeitura e a Câmara Municipal continuam despejando dezenas de milhões de reais em 2026 para os mesmos postos de gasolina envolvidos na grande denúncia do Ministério Público do Pará (MPPA) por formação de quadrilha, fraude em licitações e cobrança de propina de 6% a 10% nos contratos públicos.

Os documentos oficiais de despesas pagas entre janeiro e abril de 2026, obtidos pelo Portal da Transparência, revelam o escândalo:

•  AUTO POSTO QUEIROZ LTDA (ligado a Cristiano Custódio de Queiroz, denunciado): R$ 2.782.968,65

•  XODO COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEIS LTDA (ligado a Ailson Ferreira Alves, o “Ailson da White”, ex-vereador e ex-presidente da Câmara, e Fabiene Maria da Silva): R$ 3.564.963,98

•  AUTO POSTO NOVO BRASIL LTDA: R$ 797.318,73 (Prefeitura) + R$ 648.534,10 (Câmara) = quase R$ 1,45 milhão

•  AUTO POSTO NOVO HORIZONTE LTDA: R$ 971.828,20

•  AUTO POSTO ARAGUAIA LTDA: R$ 669.242,81

Somente nesses quatro meses, mais de R$ 9 milhões foram pagos a esses postos — tudo via pregões eletrônicos supostamente “fracionados” para abastecimento da frota municipal e da Câmara.

O que diz a denúncia do MPPA?

Na ação penal oferecida pelo GAECO à Vara de Combate ao Crime Organizado de Belém, o Ministério Público descreve uma organização criminosa estruturada que atua exatamente no setor de combustíveis. Empresários como Cristiano Custódio de Queiroz, Ailson Ferreira Alves (“Ailson da White”), Fabiene Maria da Silva e outros montaram um cartel que dividia previamente os contratos de fornecimento de combustível.

O esquema funcionava assim:

•  Douglas Ferreira Santana, ex-pregoeiro e ex-presidente de comissões de licitação da Prefeitura, manipulava os pregões para garantir que as empresas do grupo vencessem.

•  Secretários e fiscais de contrato (como Diogenes Canario Moreira e Arlindo dos Santos Araújo) atuavam como “facilitadores” internos.

•  As empresas vencedoras pagam propina de 6% a 10% do valor dos contratos para os agentes públicos e políticos envolvidos.

•  O resultado: licitações fraudulentas, superfaturamento disfarçado de “fornecimento fracionado” e milhões de reais desviados dos cofres públicos.

Flávio Gomes de Souza, atual presidente da Câmara de Vereadores, aparece na mesma denúncia como integrante da organização criminosa. Ele é citado como sócio e beneficiário de contratos milionários com o poder público, inclusive no período recente. Ou seja, o homem que hoje preside o Legislativo municipal — que deveria fiscalizar o Executivo — faz parte do mesmo esquema que frauda licitações de combustível.

Josemira e Flávio: continuidade do mesmo esquema

A Prefeita Josemira Gadelha e o presidente Flávio Gomes de Souza não apenas ignoram a gravidade da denúncia do MPPA como mantêm o fluxo de dinheiro público para os mesmos postos e os mesmos empresários denunciados. Em plena 2026, com a ação penal tramitando, os contratos continuam sendo celebrados e pagos religiosamente.

Isso não é “gestão”. É continuidade criminosa.

Enquanto a população paga caro pela gasolina nas bombas, o dinheiro público — que deveria ir para saúde, educação e infraestrutura — é torrado em contratos com empresas investigadas por corrupção. A Prefeita Josemira e o presidente Flávio, ao assinarem ou permitirem esses pagamentos, demonstram que a organização criminosa denunciada pelo MPPA nunca foi desmantelada. Ela apenas mudou de disfarce e segue operando com a bênção (ou omissão criminosa) dos atuais mandatários.

Canaã dos Carajás merece mais do que essa farra de combustíveis com dinheiro público. A sociedade precisa cobrar: até quando Josemira e Flávio vão continuar financiando os postos da quadrilha? O Ministério Público e os órgãos de controle não podem ficar de braços cruzados enquanto milhões seguem sendo drenados para os mesmos nomes da denúncia.

O povo de Canaã não aguenta mais essa roubalheira institucionalizada. Chega de propina disfarçada de “aquisição de combustível”. Chega de impunidade.

Fonte: Procedimento Investigatório Criminal SIMP nº 000009-130/2020 e autos relacionados

Documentos comprovam que a organização criminosa continua faturando com recursos públicos em 2026, com pagamentos autorizados sob as assinaturas de Josemira e Flávio Gomes.

AUTO POSTO NOVO BRASIL LTDA: R$ 797.318,73 Veja completo pelo portal de transparência aqui

AUTO POSTO NOVO HORIZONTE LTDA: R$ 971.828,20 Veja completo pelo portal de transparência aqui

AUTO POSTO ARAGUAIA LTDA: R$ 669.242,81 Veja completo pelo portal de transparência aqui

AUTO POSTO QUEIROZ LTDA: R$ 2.782.968,65 Veja completo pelo portal de transparência aqui

XODO COMERCIO DE COMBUSTIVEIS LTDA: R$ 3.564.963,98 Veja completo pelo portal de transparência aqui

AUTO POSTO NOVO BRASIL LTDA: R$ 648.534,10 Veja completo pelo portal de transparência aqui

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