Um episódio que poderia terminar em tragédia acabou se tornando um verdadeiro ato de heroísmo em Parauapebas, no sudeste do Pará. Dois policiais militares salvaram a vida de uma criança de 11 anos que se afogou durante uma festa de aniversário realizada na tarde do último domingo (22), no Bairro Tropical.
De acordo com informações, o incidente ocorreu por volta das 14h31, logo após o almoço, quando o menino se afogou na piscina do espaço de eventos.
Imagens de câmeras de segurança registraram o desespero dos familiares ao perceberem que a criança já estava desacordada dentro da água. A estimativa é que ela tenha ficado submersa por cerca de cinco minutos, ingerindo grande quantidade de água.
No mesmo evento, o sargento Elivan e o cabo Wilde, da Polícia Militar do Pará, lotados no 23º Batalhão (23º BPM), estavam de folga — mas agiram como se estivessem em serviço.
O cabo iniciou imediatamente os procedimentos de primeiros socorros, realizando reanimação cardiopulmonar (RCP) ainda no local. Durante o atendimento, a criança começou a expelir água e alimentos.
Com apoio do sargento, o menino foi colocado na posição lateral de segurança, técnica essencial para manter as vias respiratórias livres e evitar complicações como broncoaspiração.
Após os primeiros socorros, a vítima foi levada com urgência para a UPA de Parauapebas, onde deu entrada em estado crítico.
Graças à ação rápida dos policiais e ao atendimento médico, o menino foi estabilizado e, posteriormente, recebeu alta. Ele já está em casa, em recuperação ao lado da família.
O caso acende um alerta direto:
Piscina + criança + descuido = risco real de morte.
Afogamento é silencioso e acontece rápido. Em muitos casos, poucos minutos já são suficientes para causar danos graves ou até fatais.
A atuação dos policiais foi decisiva e mostra um ponto simples: preparo salva vidas. Mesmo fora do horário de serviço, a resposta rápida fez toda a diferença entre a vida e a morte.
Dessa vez teve final feliz. Mas o risco continua sendo real.
OK



