Parauapebas arrecadou R$ 163 Milhões em Maio: para onde está indo tanto dinheiro?

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Mesmo registrando uma das maiores arrecadações do interior do Pará, Parauapebas segue entregue ao descaso. Ruas esburacadas e intrafegáveis, serviço de tapa-buraco de péssima qualidade — que precisa ser refeito duas ou três vezes na mesma via em poucos dias —, e uma cidade que parece cada vez mais abandonada. Enquanto nas redes sociais a gestão vende uma suposta “reconstrução” que nunca sai do papel, na prática os recursos bilionários não se convertem em obras de qualidade nem em serviços dignos para a população.

Segundo o demonstrativo oficial de receitas orçamentárias de maio de 2026, a Prefeitura arrecadou R$ 163.299.843,62 somente naquele mês. Até 04 de junho de 2026, o acumulado do ano já chega a R$ 952.162.660,24.

Principais fontes de arrecadação em maio/2026 (todas as fontes):

  • Cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM): uma das maiores receitas do mês, com destaque para o repasse de R$ 29.627.828,59 em 18 de maio, além de outras entradas menores ao longo do período.
  • Cota-parte do FPM (Fundo de Participação dos Municípios): repasses mensais expressivos, incluindo mais de R$ 5,3 milhões em uma única entrada.
  • Cota-parte do ICMS: dezenas de milhões repassados pelo Estado em diferentes datas.
  • ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza): forte arrecadação própria, englobando Pessoa Física, Jurídica, Simples Nacional, retenções na fonte e multas.
  • IPTU e ITBI: Imposto Predial Territorial Urbano e Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis.
  • Taxas municipais: fiscalização ambiental, sanitária, licenças de obras, TLPL, veículos etc.
  • Royalties da mineração e outras participações especiais.
  • IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre folha de pagamento.
  • FUNDEB, IPVA, IPI, multas e diversas remessas bancárias vinculadas.

A notícia considera todas as fontes de arrecadação registradas no documento oficial da Prefeitura, incluindo CFEM, royalties, transferências constitucionais e receitas próprias — e não apenas um ou outro recurso.

Mesmo com esse volume impressionante de dinheiro público entrando nos cofres, a realidade nas ruas é de total abandono. O “tapa-buraco” virou sinônimo de desperdício: o serviço malfeito dura poucos dias, gera novos gastos e não resolve o problema crônico da malha viária destruída.

É o clássico exemplo de uma gestão que arrecada como poucas, mas entrega quase nada. Milhões — e até bilhões — entram, mas a população não vê o retorno em infraestrutura decente, asfalto de qualidade ou serviços básicos. Parauapebas merece muito mais do que propaganda nas redes sociais e remendos que não duram. Onde está indo todo esse recurso?

Veja a arrecadação da cidade no mês de maio aqui

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