A aplicação de recursos públicos nas obras de infraestrutura do bairro Cidade Jardim tornou-se o centro de um intenso debate político e social. Enquanto os registros oficiais da Prefeitura Municipal de Parauapebas apontam o pagamento de dezenas de milhões de reais para drenagem e pavimentação, a realidade enfrentada pelos moradores é marcada por buracos crônicos e problemas graves de saneamento.
Levantamento em documentos oficiais da própria Prefeitura mostra que só em 2025 o Consórcio Vitória recebeu R$ 29.172.819,34 para executar drenagem e pavimentação em CBUQ nas etapas 2ª, 7ª e 8ª do Cidade Jardim.
Além disso, a empresa Laca Engenharia Ltda também foi contemplada com pagamentos milionários para a 4ª etapa do Cidade Jardim, somando R$ 11.411.601,32 apenas em 2025.
Somando as duas, o Cidade Jardim já ultrapassa R$ 40.584.420,66 milhões em obras pagas.
E a pergunta que ecoa nas ruas do bairro é direta:
👉 onde foi parar esse dinheiro?
A líder da oposição na Câmara Municipal tem sido uma das vozes mais ativas nas denúncias envolvendo as obras do Cidade Jardim. Em fiscalizações de campo e durante sessões legislativas, ela apontou indícios de superfaturamento, incluindo asfalto aplicado com espessura até 40% inferior ao previsto em contrato, o que levou inclusive à paralisação de trechos da obra.
Em outubro de 2025, a parlamentar expôs um possível escândalo nos contratos de pavimentação, questionando a qualidade do serviço e o cumprimento integral dos termos contratuais. Em uma publicação nas redes sociais, resumiu a situação de forma direta: “Enquanto milhões evaporam em duas ou três ruas arrumadas, que muitas vezes precisam ser refeitas por falta de qualidade, a maioria da população do Cidade Jardim ainda vive com buracos em toda parte e esgoto na porta de casa.”
As denúncias avançaram para o campo judicial. Em dezembro de 2025, a Justiça determinou a suspensão de um aditivo contratual de R$ 20 milhões por suspeitas de irregularidades nas obras do Cidade Jardim, incluindo superfaturamento e possível fraude.
Outra decisão judicial também questionou pagamentos relacionados a uma “ponte fantasma” inexistente, levantando inclusive o risco de afastamento do prefeito caso as obras não sejam devidamente comprovadas. Os casos evidenciam a discrepância gritante entre os valores pagos e os resultados visíveis, reforçando a pergunta que segue sem resposta: para onde está indo esse dinheiro?
O caso do Cidade Jardim é o retrato clássico da gestão que gasta muito, entrega pouco e vende muito mais do que faz.
Na internet, é bairro modelo.
Na vida real, é lama, buraco e esgoto.
E enquanto milhões evaporam em contratos, a população continua pagando a conta – com o pé na lama e o esgoto na porta de casa.


Completo no site de Transparência aqui
Veja imagens de algumas ruas do bairro Cidade Jardim



