Com R$ 757 milhões arrecadados, Tucuruí segue no abandono sob a gestão Alexandre e Andreia Siqueira

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A Prefeitura Municipal de Tucuruí (PA) arrecadou R$ 757.270.248,25 apenas em 2025, conforme relatório oficial de receitas orçamentárias, com contribuições de IRRF de diversos fundos, autarquias, bancos e repasses. No entanto, a população enfrenta falta crônica de saneamento básico, esgoto a céu aberto, buracos nas vias e moradores obrigados a realizar limpeza manual em canais de esgoto, revelando grave descompasso entre recursos públicos e entrega de serviços essenciais.

O prefeito Alexandre França Siqueira (MDB), reeleito em 2024, teve a inelegibilidade confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2025, em razão de abuso de poder econômico e gastos ilícitos nas eleições de 2020. A decisão determinou seu afastamento imediato do cargo e a realização de eleição suplementar no município.

Posteriormente, a eleição suplementar foi suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, não houve recondução legal de Alexandre Siqueira ao cargo. Ainda assim, o prefeito permaneceu no comando da Prefeitura de Tucuruí por meio de uma manobra política e jurídica, conduzida com apoio de vereadores, mesmo estando inelegível, em flagrante afronta à decisão da Justiça Eleitoral.

O episódio reforça o histórico de irregularidades eleitorais, abuso de poder e desrespeito ao Estado de Direito, lançando dúvidas sobre a legitimidade da atual condução do Executivo municipal.

A deputada federal Andreia Siqueira (MDB-PA), esposa do prefeito e natural de Tucuruí, eleita com expressiva votação em 2022 após passagem pela Secretaria Municipal de Assistência Social, integra o núcleo familiar que domina a política local. Essa concentração de poder levanta questionamentos sobre transparência e priorização de interesses públicos versus familiares.

Empresários locais acusam a Prefeitura de Tucuruí de atrasar pagamentos de forma deliberada para burlar licitações e favorecer empresas aliadas; no transporte público, a situação explodiu em outubro de 2025, quando a Viação Tucuruí avisou que poderia parar por falta de combustível, causada por atrasos nos repasses desde 2021, e horas depois recebeu um auto de infração sem numeração, suspendendo o serviço sem processo administrativo ou direito de defesa — o que a empresa chama de retaliação ilegal para romper o contrato e contratar outra operadora sem licitação, deixando estudantes e trabalhadores sem ônibus e a mobilidade da cidade à beira do colapso.

Outro ponto explosivo: a RJ Comércio de Alimentos e Serviços LTDA, ligada a Pearl Gedeon Carneiro de Moraes, recebeu mais de R$ 18,4 milhões distribuídos por secretarias como Assistência Social, Educação e Saúde, frequentemente sob “demandas urgentes” repetidas mensalmente. Apesar de ação civil pública do MPPA (Processo nº 082024.00002560-0) por irregularidades, sobrepreços e favorecimentos, a prefeitura mantém contratos, ignorando recomendações. Operações anteriores do MPPA e Gaeco em Tucuruí investigaram contratos suspeitos na administração municipal.

No fim, a questão é simples e incômoda:
👉 Alexandre Siqueira quer resolver os problemas de Tucuruí ou manter um sistema que favorece aliados, pune quem cobra e ignora quem mora na cidade?

Porque dinheiro tem. O que falta é gestão, transparência — e respeito com o cidadão.

Lista de receitas orçamentárias arrecadadas Data maior 01/01/2025 a 31/12/2025

Veja completo aqui

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