O deputado estadual Ivaldo Braz (PDT) entrou para a estatística da máquina política que prefere virar a cara para problemas graves em vez de encarar a realidade. Quando surgiu o pedido deCPI na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) para investigar as denúncias de abuso sexual, exploração e violência contra crianças e adolescentes naIlha do Marajó, Braz simplesmente não assinou o requerimento. Essa omissão não é apenas uma falha individual; é um tapa na cara das vítimas e das famílias que sofrem com o descaso histórico nessa região isolada e esquecida.com o clamor público pelo enfrentamento do tema.
O requerimento, apresentado no início de março de 2024, visava investigar denúncias graves de abuso sexual infantil, tráfico de crianças e exploração em Marajó, uma ilha marcada por pobreza extrema, falta de infraestrutura e vulnerabilidades sociais que facilitam crimes hediondos. Para ser instalada, a CPI precisava de pelo menos 14 assinaturas – um terço dos 41 deputados da Alepa. No entanto, até o dia 4 de março de 2024, apenas nove parlamentares tiveram a coragem de apoiar a iniciativa, revelando a apatia generalizada da Casa Legislativa diante de um problema que envergonha o estado. Dois anos depois, em 2026, a CPI nunca saiu do papel, e os casos de exploração continuam a assombrar o Marajó, enquanto deputados como Braz priorizam agendas partidárias ou interesses locais em detrimento da proteção às crianças.
Os deputados que assinaram o pedido de CPI foram:
- Rogério Barra (PL)
- Toni Cunha (PL)
- Neil (PL)
- Wescley Tomaz (Avante)
- Thiago Araújo (Cidadania)
- Aveilton Souza (PSD)
- Bob Fllay (PRD)
- Erick Monteiro (PSDB)
- Fábio Figueiras (PSB)
Esses nove parlamentares, mesmo em minoria, tiveram coragem de colocar nome na linha de frente de um debate que envolve direitos humanos e a proteção de crianças e adolescentes no Pará.
Enquanto colegas colocaram assinatura na CPI, Ivaldo Braz manteve silêncio. Nada de assinatura, nada de posicionamento claro sobre as denúncias que ganharam repercussão nacional e que refletem, na prática, problemas sociais gravíssimos no interior do estado. A omissão política de Braz pode ser interpretada de duas formas: desinteresse por causas sociais sensíveis ou alinhamento tácito com a base política que prefere enterrar a discussão.
Em tempos em que a sociedade exige transparência e ação concreta dos representantes, a ausência de Braz na lista de apoiadores da CPI do Marajó não passa batida. Vereadores e deputados se expõem ao risco político ao assinar iniciativas que tratam de temas pesados — mas ao menos mostraram que estão prontos para fiscalizar e investigar. Já Braz? O eleitor e a opinião pública que tirem as conclusões.
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