Gestão Aurélio Goiano usa “reorganização” para cortar transporte escolar e revolta mães em Parauapebas

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A gestão do prefeito Aurélio Goiano voltou a ser alvo de críticas após a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), confirmar mudanças no transporte escolar urbano que, na prática, retiram o serviço de centenas de crianças.

Em nota oficial, a Prefeitura afirma que o transporte “não está sendo retirado, mas reorganizado”. No entanto, o que se vê nos bairros Nova Vida 2 e Montes Claros é o oposto: mães reunidas em protesto, crianças sem garantia de acesso à escola e revolta generalizada da população.

Critério técnico no papel, problema real na rua

Segundo a gestão municipal, como não existe lei municipal definindo distância mínima, o município adota parâmetros baseados em decisões judiciais, citando o STF. Pela regra aplicada pela Semed:

  • Ensino Fundamental: transporte apenas para alunos a mais de 2 km da escola
  • Educação Infantil: transporte apenas acima de 1,5 km, na zona urbana

Para distâncias menores, a responsabilidade passa a ser dos pais ou responsáveis.

Na teoria, o discurso fala em “justiça”, “eficiência” e “melhor uso dos recursos públicos”.
Na prática, significa crianças pequenas andando longos trechos, enfrentando ladeiras, sol forte e vias sem infraestrutura, em bairros periféricos da cidade.

Governo prometeu conforto, entrega sacrifício

O corte do transporte escancara a contradição do chamado “governo da mudança”. Durante a campanha, a promessa era de ônibus modernos, com ar-condicionado, wi-fi e qualidade. Agora, o que sobra é a retirada do serviço básico que garante o direito constitucional à educação.

O que antes era discurso de modernização virou transferência de responsabilidade para famílias que já vivem no limite.

Mães se organizam e prometem reação

No Nova Vida 2, mães afirmam que este foi o último dia de transporte escolar para muitos alunos. A população se organiza para cobrar explicações diretamente na Secretaria de Educação e promete manifestações para tentar reverter a decisão.

O sentimento é de abandono. Para essas famílias, a “reorganização” não amplia acesso — reduz direitos.

Educação não é castigo

Estudar não pode ser tratado como penitência.
Educação não é favor. É dever do poder público.

Ao aplicar critérios frios, sem considerar a realidade urbana e social dos bairros periféricos, a gestão Aurélio Goiano transforma o discurso de mudança em retrocesso concreto, penalizando justamente quem mais precisa do Estado.

A pergunta que fica é simples:
governar é economizar às custas das crianças ou garantir dignidade para quem depende do serviço público?

A população já respondeu nas ruas.

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