Escândalo de nepotismo e favorecimento em Tucuruí: Prefeito Alexandre Siqueira entrega motos da empresa dos próprios filhos?

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Em mais um capítulo que parece saído de um roteiro de corrupção tropical, o prefeito de Tucuruí (PA), Alexandre Siqueira, promoveu com pompa e circunstância a entrega de uniformes e uma frota de motos Shineray para as secretarias municipais de Segurança Pública e Assistência Social. O evento, repleto de fotos e celebrações nas redes oficiais, ganhou tom bem menos festivo após o vídeo publicado pela pré-candidata a deputada federal, advogada Tatiane Alves.

No vídeo que circula nas redes, Tatiane Alves questiona diretamente: “Gente, vocês acreditam em coincidência?” A advogada expõe que a Prefeitura alugou as motos por meio da Marabá Locadora, ao custo de R$ 1.407 por mês por unidade. Até aí, poderia ser apenas mais uma locação. O problema surge quando se descobre o elo familiar: as motos são da Shineray, cuja rede de concessionárias no Pará é controlada pelo Grupo Fênix Motociclo, de propriedade de Ágata e Alexandre Júnior, filhos do próprio prefeito Alexandre Siqueira.

Ou seja: o pai assina o contrato como gestor público, e os filhos faturam com o aluguel de equipamentos fornecidos à máquina que ele comanda. Para muitos moradores e observadores, o cheiro de conflito de interesses e possível favorecimento familiar é insuportável.

Histórico problemático do prefeito

Alexandre Siqueira não é novato em polêmicas judiciais. Ele já foi cassado e declarado inelegível por compra de votos e abuso de poder econômico, em decisão que envolveu até distribuição irregular de combustíveis. Apesar de idas e vindas no Judiciário — incluindo liminares e decisões do STF que o mantiveram no cargo —, o histórico lança ainda mais sombras sobre esta nova denúncia.

Em um município com graves desafios sociais, como Tucuruí, onde recursos públicos deveriam priorizar saúde, educação e infraestrutura básica, ver a administração municipal direcionar contratos para o “império” familiar soa como mais um exemplo clássico de privatização da coisa pública em benefício próprio.

A entrega das motos foi apresentada como grande avanço para o atendimento social e de segurança. Mas, na prática, levanta dúvidas sérias: houve processo licitatório transparente? Foram analisadas outras opções de locação ou marcas? Ou a “coincidência” familiar facilitou o caminho?

Tatiane Alves, que vem se posicionando como voz crítica na região, acerta ao chamar a atenção da opinião pública. Em um país onde escândalos de nepotismo e superfaturamento corroem a confiança nas instituições, esse tipo de arranjo familiar no poder não pode ser tratado como mera “coincidência”. Exige, no mínimo, investigação rigorosa por parte do Ministério Público, Tribunal de Contas e órgãos de controle.

Enquanto isso, o contribuinte de Tucuruí segue pagando a conta — e vendo as motos dos filhos do prefeito circulando com o dinheiro público. Coincidência? O povo não é mais ingênuo.

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