Enquanto Parauapebas afunda em crateras, buracos e ruas destruídas, 12 dos 17 vereadores simplesmente se negam a cumprir seu dever básico: fiscalizar o Executivo.
O requerimento para instalar a CPI da Infraestrutura, que pretende investigar para onde foram mais de R$ 174 milhões gastos em obras e manutenção de vias, já conta com apenas cinco assinaturas. Faltam apenas uma para que a investigação comece. Mesmo assim, a maioria absoluta da Câmara permanece em silêncio cúmplice.
Os vereadores que até agora se recusaram a assinar a CPI são:

• Michel Carteiro (PV)
• Léo Márcio (Solidariedade) – reeleito
• Graciele Brito (União Brasil)
• Leandro Chiquito (Solidariedade) – reeleito
• Francisco Eloecio (PSDB) – reeleito
• Elias da Construforte (PV) – reeleito
• Alex Ohana (PDT)
• Zé da Lata (Avante)
• Sadisvan (PRD)
• Laecio da Act (PDT)
• Sargento Nogueira (Avante)
• Tito do MST (PT)

Esses mesmos nomes, muitos deles reeleitos em gestões passadas, têm atuado historicamente como escudos protetores do Executivo. Em vez de exercer o papel constitucional de fiscalização, preferem o conforto da omissão ou do alinhamento político. O resultado está aí: a cidade continua sofrendo com o mesmo descaso de sempre, agora carimbado pela gestão do prefeito Aurélio Goiano.
Enquanto isso, a população — que paga salários, assessores, viagens e benefícios desses vereadores — é obrigada a assistir calada aos milhões sendo direcionados para contratos, muitos deles por dispensa de licitação, frequentemente para empresas de fora do município. O asfalto some, os buracos aumentam, e as respostas? Nenhuma.
Qualquer funcionário de empresa privada que se recusasse a fazer seu trabalho básico seria demitido imediatamente. Mas, no serviço público, especialmente na Câmara de Parauapebas, a regra parece ser outra: impunidade e conivência.
Por que esses 12 vereadores se recusam a assinar uma CPI tão necessária? O que exatamente eles têm medo que seja revelado? Qual o compromisso real deles com a população que os elegeu?
A mensagem que esses parlamentares estão passando é clara: não vão fiscalizar ninguém. Preferem proteger o Executivo a defender o interesse público.
Chegou a hora de a população cobrar diretamente. Vereador que não fiscaliza não cumpre seu mandato. Quem paga o salário e os privilégios são os cidadãos de Parauapebas — e eles têm todo o direito de exigir que os 12 que faltam tomem posição.
CPI da Infraestrutura já!
Uma única assinatura pode mudar o jogo. A omissão dos demais só reforça a sensação de que, para muitos, o cargo serve mais para proteger interesses do que para servir ao povo.



