A deputada Andreia Siqueira (MDB) optou por não assinar o pedido de criação da CPMI do Banco Master, que busca investigar suspeitas graves envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões financeiras e institucionais que impactam diretamente o dinheiro público.
A ausência da assinatura não é detalhe técnico. É escolha política. Em um cenário de desconfiança crescente sobre a atuação de instituições financeiras, silêncio vira posição — e, nesse caso, pesa contra a transparência.
A CPMI foi proposta justamente para esclarecer possíveis irregularidades, conexões políticas e o uso de estruturas do Estado em benefício privado. Ao ficar de fora, Andreia Siqueira se distancia do discurso de fiscalização que se espera de um parlamentar eleito para representar a população, não interesses de bastidor.
Enquanto outros deputados entenderam a gravidade do caso e colocaram o nome no pedido, a deputada preferiu a zona de conforto: não confrontar, não investigar, não se expor. Para quem cobra moralidade e responsabilidade em discursos públicos, a prática ficou devendo.
Em tempos de crise de confiança na política, a pergunta é simples e direta: quem não quer investigar, está protegendo quem?




