Alexandre Siqueira é acusado de retaliação e abuso de poder após suspender transporte público para burlar licitação em Tucuruí

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A gestão do prefeito Alexandre Siqueira, em Tucuruí, está no centro de mais uma grave denúncia envolvendo o transporte público do município. Documentos judiciais apontam que a Viação Tucuruí foi surpreendida com autos de infração arbitrários, suspensão repentina das atividades e ausência de processo administrativo, logo após comunicar oficialmente à prefeitura dificuldades para aquisição de combustível por falta de pagamento dos subsídios e vales-transporte.

Segundo os autos, no dia 21 de outubro de 2025, a empresa recebeu um Auto de Infração sem numeração, determinando a suspensão das atividades a partir de 24/10/2025, sem instauração de processo administrativo, violando frontalmente o direito ao contraditório, ampla defesa e devido processo legal.

O mais grave: poucas horas antes, às 11h33 do mesmo dia, a Viação Tucuruí havia protocolado notificação ao gestor municipal alertando sobre iminente risco de paralisação por falta de combustível, justamente por conta do não pagamento reiterado dos valores devidos pela prefeitura.

Retaliação escancarada

O documento é claro ao afirmar que o ato da prefeitura foi um “verdadeiro ato de retaliação arbitrário, ilegal e desproporcional”, com o objetivo de forçar a interrupção do contrato e contratar outra empresa sem licitação – prática que, segundo a defesa, já teria sido denunciada em outros processos.

A empresa também afirma que a gestão municipal ignora deliberadamente soluções de contingência adotadas para evitar o colapso do sistema e tenta imputar à operadora uma “infração contínua” que não condiz com a realidade dos fatos.

Crise criada pela própria gestão

Outro ponto explosivo: os documentos sustentam que o desequilíbrio econômico-financeiro do contrato foi provocado pela própria Prefeitura de Tucuruí desde 2021, com atrasos sistemáticos, falta de repasses e ausência de correção contratual.

Ou seja, a gestão cria o problema, não paga, empurra a empresa para o colapso… e depois tenta puni-la.

População paga a conta

Enquanto isso, quem sofre é o povo:

  • Estudantes sem transporte
  • Trabalhadores prejudicados
  • Cidade à beira de colapso na mobilidade

E a pergunta que não quer calar:
👉 Alexandre Siqueira quer resolver o problema ou abrir caminho para outra empresa entrar no esquema?

Porque quando a gestão prefere retaliar quem cobra pagamento em vez de pagar o que deve, o problema deixa de ser administrativo e passa a ser político e moral.

Tucuruí merece respeito. Transporte público não é favor, é obrigação.


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