Caso Ingrid revolta Parauapebas: cesariana no HGP termina com risco de amputação e denúncias de negligência

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Um caso chocante de suposto erro médico durante uma cesariana no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) tem provocado revolta nas redes sociais e na comunidade local, destacando mais uma vez as deficiências graves no atendimento público de saúde.

A vítima, Ingrid de Sousa, de 27 anos, entrou no hospital para dar à luz ao seu bebê, mas saiu com sequelas físicas graves, após uma série de complicações que quase resultaram em amputação de perna e risco de morte.

A família acusa a equipe médica de negligência, e o episódio reforça um padrão alarmante de falhas no HGP, onde relatos semelhantes de mortes e erros em partos se acumulam sem que haja responsabilização efetiva.

De acordo com denúncias da família, Ingrid foi internada em 18 de fevereiro de 2026 e submetida à cesariana no dia seguinte, por volta das 11h30. O que deveria ser um procedimento rotineiro transformou-se em um pesadelo quando a médica responsável alegadamente atingiu acidentalmente a veia femoral da paciente, comprometendo a circulação sanguínea na perna.

Essa complicação agravou rapidamente o estado de saúde de Ingrid, levando a uma situação de “vida ou morte”, como relatado por um familiar. “Ela entrou na cirurgia às 11h30 e, mais tarde, recebemos a notícia de que a situação era entre a vida e a morte. Por volta das 22h40, já vieram falar até na possibilidade de amputar a perna dela”, disse o parente, em depoimento que circula nas redes.

A gravidade do erro exigiu que Ingrid passasse por mais três cirurgias corretivas, deixando-a com marcas e pontos espalhados pelo corpo. No entanto, o que mais indigna é a alta hospitalar concedida em 4 de março de 2026, quando a paciente ainda apresentava um corte cirúrgico aberto e com sangramento ativo.

Essa decisão precipitada, segundo a família, expõe uma pressa irresponsável para liberar leitos, ignorando o risco de infecções e piora do quadro. Ingrid, que agora luta para recuperar a mobilidade, ficou sem conseguir andar por dias, e os parentes questionam se as sequelas serão permanentes.

Esse não é um incidente isolado no HGP. Recentemente, outra gestante morreu após o parto no mesmo hospital, com a família apontando falhas semelhantes, como negligência e falta de transparência.

A Secretaria de Saúde anunciou uma auditoria, mas ações concretas demoram a aparecer. Em fevereiro, casos como o de uma jovem que aguardou dias por uma cesariana e faleceu por suposta negligência reforçam o caos: superlotação, falta de equipamentos adequados e profissionais sobrecarregados.

A família de Ingrid planeja acionar a Justiça e o Conselho Regional de Medicina para investigar a conduta da equipe. Enquanto isso, o HGP emite notas genéricas sobre “compromisso com a qualidade”, mas falha em explicar por que uma paciente foi liberada em condições precárias.

Esse episódio não é apenas uma tragédia pessoal; é um alerta para o colapso do sistema de saúde pública, onde erros médicos se tornam rotina e as vítimas, esquecidas. É hora de cobrar Justiça real, antes que mais famílias sejam destruídas por negligência evitável.

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