Mãe morre após dois dias de agonia no HGP: parto normal forçado mata Jéssica em Parauapebas

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Uma jovem identificada como Jéssica morreu na manhã deste sábado (28) no Hospital Geral de Parauapebas (HGP), após passar dois dias em trabalho de parto, mesmo com indicação prévia de cesariana e com o bebê em posição pélvica — condição considerada de alto risco.

De acordo com relatos de familiares e pessoas próximas, a gestante teria sido submetida à tentativa de parto normal, apesar da indicação clínica para cirurgia. A denúncia aponta que não havia estrutura adequada nem equipe preparada para conduzir uma manobra segura em caso de parto pélvico, o que levanta suspeitas graves de falha médica e possível negligência.

Esse não é um caso isolado de “fatalidade”. Trata-se de uma suspeita grave de negligência médica e violência obstétrica institucional — práticas que transformam o parto em risco desnecessário, especialmente em um município como Parauapebas, beneficiado pela riqueza mineral e que ostenta índices econômicos elevados, mas convive com falhas sistemáticas no Hospital Geral.

A revolta da família e da população é compreensível e legítima. Uma jovem mãe perdeu a vida em um sistema que priorizou insistir em parto vaginal contra protocolo, em vez de respeitar a indicação clínica e garantir o procedimento cirúrgico tempestivo. Frases como “Saúde não é propaganda”, “Parto não é experimento” e “Vida não é estatística” ecoam o sentimento de indignação: omissão também é crime social.

A cobrança é direta e urgente:

• Investigação imediata e imparcial do caso pelo Ministério Público, Conselho Regional de Medicina e corregedoria do SUS municipal/estadual.

• Transparência total sobre o prontuário, decisões médicas e escala de plantão.

• Responsabilização civil, administrativa e, se comprovada culpa, penal dos envolvidos — da equipe assistencial à direção hospitalar e gestores públicos.

• Revisão urgente dos protocolos obstétricos no HGP, com garantia de respeito às indicações de cesárea em situações de risco.

O prefeito Aurélio Goiano e o secretário de Saúde Luiz Veloso são questionados publicamente: onde está a responsabilidade pela gestão do HGP? Até quando o hospital será palco de tragédias previsíveis em um município que tem recursos para investir em estrutura digna?

Uma vida foi perdida. Uma família foi destruída. Não se pode aceitar que isso continue sendo tratado como “costume” ou “fatalidade inevitável” no sistema público de Parauapebas. Justiça para Jéssica e para todas as mães que ainda correm risco desnecessário nas maternidades do Pará. Saúde pública de qualidade não é luxo — é dever.


Jéssica morreu após dois dias em trabalho de parto no Hospital Geral de Parauapebas. Família denuncia que havia indicação de cesariana e cobra investigação e responsabilização pelo caso.

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