Um vídeo que viralizou nas redes sociais nesta semana jogou luz sobre uma realidade que a gestão municipal tenta esconder: o abandono do Hospital da 14 de Março, em Belém. Nas imagens, uma mulher percorre a unidade e mostra o que muitos usuários da saúde pública já conhecem de perto — estrutura precária, descaso, falta de manutenção e condições indignas de atendimento.
O que mais revoltou quem assistiu não foi só o estado do hospital, mas o desabafo direto contra a prefeitura. Enquanto a cidade recebe milhões em shows, eventos e festas, a saúde segue em modo sobrevivência. Falta estrutura, falta dignidade e sobra sofrimento para quem depende do SUS.
“É dinheiro pra festa, mas não tem pra hospital”, dispara a mulher no vídeo.
A frase viralizou porque resume exatamente o sentimento do povo: prioridade invertida.
Não é caso isolado. O que se vê no Hospital da 14 de Março é reflexo de uma política pública que prefere palco, luz e marketing a leito, remédio e atendimento digno. O espetáculo anda em dia. A saúde, não.
A pergunta que fica — e que o vídeo reacendeu — é simples e incômoda:
a gestão governa para o Instagram ou para a população?
Porque enquanto artistas sobem em palcos milionários, tem paciente esperando em corredor, em cadeira quebrada, em ambiente insalubre. E isso não é “falta de recurso”. Isso é falta de prioridade.
Belém não precisa de mais show.
Belém precisa de hospital funcionando, estrutura, respeito e gestão séria.
E o vídeo deixa claro: o povo já cansou de maquiagem. Quer solução.



